Defensoria Pública de SP pede à PM e GCM que desfiles de rua não sejam repreendidos

A Defensoria Pública de São Paulo enviou um pedido à Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) nesta terça-feira, 13, para que as instituições de segurança não interrompam os blocos de rua que insistirem em desfilar pelas ruas da capital paulista. No documento, o órgão ressaltou a preocupação com uma eventual repressão policial caso os foliões queiram ocupar as ruas sem autorização e “solicita que as forças policiais e de segurança municipal não atuem na repressão dos festejos” e alega que “há histórico de violações de Direitos Humanos nos blocos”. “A cultura é um direito fundamental, garantido pela Constituição”, alegou a Defensoria.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), cumpriu uma agenda no Hospital de Parelheiros durante esta manhã e garantiu que não utilizará a força contra quem quiser festejar. “A gente não tem a mínima ideia do que seja, do tamanho que vai ser, de onde vai ser [os desfiles]. Por isso do nosso apelo pra que a gente faça isso mais pra frente, conversando com responsabilidade, com planejamento. Estamos buscando um convencimento dessas pessoas pra que elas não façam isso agora. Que a gente possa fazer em qualquer outro momento desde que a prefeitura tenha um tempo hábil pra fazer um mínimo de organização”, disse o mandatário. Recentemente, Nunes afirmou que a Polícia Militar necessitava de mais 30 dias para organizar a logística de segurança para a realização dos blocos de rua. “A PM nos diz que agora para abril eles não têm condição de fazer a remoção, ou melhor, a transferência das centenas e milhares de policiais do interior, como sempre acontece aqui nos grandes eventos, porque eles precisam de mais de 30 dias para organizar. Nós não conseguimos lançar o edital para poder ter patrocínio, para poder colocar as grades, tendas para médicos, ambulâncias, como sempre a gente faz”, ressaltou.

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